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Mudanças na CNH – A SOCIEDADE EM PERIGO

Quinta, 1 de Agosto de 2019

Mudanças na CNH – A SOCIEDADE EM PERIGO

Na tentativa de se passar por líder popular, o presidente Jair Bolsonaro adotou um discurso populista, que é um termo que se utiliza para definir alguém que diz aquilo que as pessoas querem ou gostariam de ouvir, ainda que seja algo muito ruim para o conjunto da sociedade.
É o caso da suposta facilitação para quem deseja “tirar” a sua carteira de motorista.
O impacto disso na vida real das pessoas, motoristas ou não, ainda está oculto.
Contrastando com a redução dos custos da habilitação como desativação dos simuladores, redução das aulas práticas, o aumento do prazo de validade do documento e a alteração na pontuação dos infratores, além do uso opcional da cadeirinha de crianças e o fim do exame toxicológico, está o fato de termos condutores de carros, motos, ônibus e de caminhões despreparados para enfrentar situações de risco nas estradas e vias urbanas.
Na mesma esteira, o Governador Eduardo Leite propõe desregular o setor sob a ótica da livre concorrência, liberando os valores cobrados das aulas praticas e teóricas, o que resultará na “canibalização” do setor e abrindo margem para a atuação de grandes grupos ou empresas de fora do estado.
Importante lembrar que o modelo existente fez com que os CFCs do Estado tenham os profissionais mais bem preparados para a formação de condutores, passando por avaliação constante, treinamentos e cursos de atualização.
As mudanças propostas pelo Governo Federal para habilitação de motoristas resultará em desemprego e mais insegurança nas ruas.
Conforme levantamento feito pelo Sindicato da categoria no RS, o SEAACOM/RS, as medidas anunciadas pelo Governo Bolsonaro e as manifestações de Eduardo Leite, já provoca uma onda de demissões sem precedentes nos Centros de Formação de Condutores (CFCs).
Desde o início do ano foram fechados 250 postos de trabalho neste setor, número que pode superar 1.500 até o fim, de 2019.
O presidente do SEAACOM André da Silva que é membro categoria, diz que o anúncio feito pelo Governo, fez com que os empresários proprietários de autoescola, adiassem por tempo indeterminado a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho, que garante a reposição salarial com base na inflação do período e a manutenção de todas as vantagens e benefícios conquistados pela categoria nos últimos anos como auxílio alimentação, o adicional por tempo de serviço (triênios), além do reembolso da taxa de credenciamento.
Reunida nesta manhã, a diretoria do SEAACOM não descarta a possibilidade de paralisações temporárias dos serviços.
Em momentos de crise como este, a presença do sindicato representando e organizando a categoria se faz cada vez mais necessário.
O SEAACOM desafia os empresários a se unirem aos trabalhadores, propondo ações conjuntas em todas as esferas governamentais e legislativas, garantindo os empregos, além da realização de atividades que esclareçam a sociedade dos riscos que corre, caso estas medidas sejam efetivadas.

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